A Freguesia de Alcobertas situa-se a norte do Concelho de Rio Maior, a cerca de 12 quilómetros da sede, estendendo-se por uma área total de 32 km2. A paisagem e o ambiente têm características serranas, de transição para a Estremadura.
Esta é uma freguesia riquíssima do ponto de vista arquelógico, tendo aparecido imensos vestigíos por todo o seu território. O topónimo "Alcobertas" tem origem árabe, derivando possivelmente de "alcoble" ou "al-coble", que significa "pequena torre ou torrinha". É possível que em tempos a construção mais elevada da região fosse o dólmen.
A 4 de Julho de 1536, por carta de D. Afonso, Cardeal de S. Brás, arcebispo de Lisboa, Alcobertas foi instituída como freguesia pertencente à Igreja Matriz de Alcanede. Até 24 de Outubro de 1855, a freguesia pertenceu ao concelho de Alcanede, passando depois a integrar o de Rio Maior.
Nas últimas duas décadas do século XX, a evolução demográfica da freguesia foi pautada por uma certa estabilidade. No Censo de 1981, a população residente era composta por 2100 indivíduos, baixando muito pouco, no Censo de 1991, para os 2091 habitantes. O Censo de 2001 registou 2042 habitantes.
Em termos económicos, a freguesia caracterizou-se, até à decada de 70, por uma economia de subsistência, baseada na agricultura e pastorícia, onde os baldios comunitários da Serra dos Candeeiros e a nascente da Ribeira de Alcobertas desempenhavam um papel proponderante. Actualmente, a agricultura tem ainda uma função importante, destacando-se o cultivo para autoconsumo de produtos hortículas, cereais, feijão, batata e a produção vinícola e a olivicultura.
A partir dos anos 70, a suinicultura ganhou também um estatuto económico assinalável, levando mesmo Alcobertas a ser conhecida como uma terra muito importante na produção de carne de porco. E paralelamente surgiu a avicultura, Com o tempo, o sector secundário foi-se impondo como um dos principais pilares de economia local, devido essencialmente à extracção e transformação de pedra, sem esquecer o papel importante da construção civil e indústria do calçado ao empregar muitos jovens. Nos últimos anos, registaram-se ainda alguns investimentos industriais, principalmente no sector das serrações de pedra.
Dolmen
Forno Medieval
Arrouquelas é freguesia desde 1962, está situada a sul do Concelho de Rio Maior, abrange uma área de 27,8 Km2, tendo uma população de 608 habitantes
A freguesia de Arrouquelas pertenceu anteriormente a São João da Ribeira, e tem por curiosidade, o facto de ter sido criada nesta localidade a primeira feira anual que se realizou na área do concelho, que durou desde 1674 a 1739. Esta feira realizava-se a 15 de Setembro, e foi levada a cabo pela Irmandade de Nossa Senhora de Arrouquelas, para completar as obras da igreja.
Após a prolongada e dura guerra da Restauração e expulsão dos espanhóis, os circuitos económicos portugueses estavam gravemente afectados, desorganizando a vida agrícola e comercial de varias regiões. Era necessário que os centros populacionais despertassem, contribuindo para o reequilíbrio económico do País.
Em muitos casos, a solução foi a venda de novidades agrícolas atraindo mercadores de varias regiões, próximas ou mesmo afastadas.
Outra solução foi a celebração de festas religiosas, igrejas, capelas ou ermidas. É aqui que se enquadra a petição dos juízes da Irmandade de Nossa Senhora de Arrouquelas, solicitando autorização para a criação de uma feira a 15 de Setembro, com o intuito de poderem completar a obra da igreja e adquirir ornamentos. A 23 de Outubro de 1674 foi concedido a alvará.
A feira de Arrouquelas realizou-se até 1739, ano em que Rio Maior solicitou a D. João V alvará para a criação da sua feira, o que aconteceria logo no ano seguinte, substituindo a feira de Arrouquelas.
A freguesia de Arrouquelas, com sede na aldeia do mesmo nome foi criada por decreto de 19 de Fevereiro de 1962, depois de ser desmembrada da freguesia de São João da Ribeira.
A Igreja remonta ao Séc. XV ou XVI e aqui encontra-se um dos três relógios de sol existentes no concelho (existe um na Capela de Assentiz e outro na Igreja de São João da Ribeira), podendo observar-se a inscrição de 1869. No seu interior relevam-se os azulejos seiscentistas de algum mérito e a imagem de Nossa Senhora da Encarnação, oferecida pelos militares arrouquelenses que regressaram a salvo da 1º Grande Guerra Mundial, sendo a Igreja o principal atractivo turístico desta freguesia.
O associativismo está integrado na freguesia, que possui quatro associações, demonstrando assim a vontade do seu povo na prática de várias actividades, nomeadamente o futebol (Inatel), cicloturismo, atletismo, caça e canoagem. Uma das Associações é cinquentenária, a Associação Recreativa e Cultural de Arrouquelas.
A freguesia tem pouco mais de 800 habitantes, e dedica-se basicamente à agricultura e pecuária.
Viver na Freguesia de Arrouquelas é viver num local onde predomina, a Paz, e o Sossego.
Crê-se que a origem do topónimo Arruda esteja ligado a uma planta lenhosa de cheiro desagradável, usada para fins medicinais e actos de crendice e que Pisões derive do instrumento utilizado para moagem dos cereais para fabricar farinha. No entanto, Pisões eram também máquinas utilizadas para bater os panos e lhes dar mais consistência, indiciando a existência de uma indústria de panos.
Presume-se que a Freguesia foi criada no ano de 1702, sendo considerada das mais antigas do Concelho de Rio Maior.
Esta antiquíssima freguesia, do tempo da Ordem de Avis, com sede na localidade de seu nome, tem 10,460 Km2 e fica a 9 Km de Rio Maior, situando-se junto aos montes da Lareira e da Pena. Ignora-se a data da sua criação (talvez 1702) e tem por orago São Gregório Magno. A Arruda dos Pisões está situada num vale à beira da ribeira com o mesmo nome e tem como lugares, Casal Barreiros, Casal Branco, Casal do Freixo e Outeirinho.
A sua festa principal realiza-se a 12 de Agosto e tem a forma de Romaria. Trata-se de uma freguesia essencialmente agrícola, rica em pomares, onde predomina a vinha, o trigo e a produção de azeite, para além da indústria de panificação, pirotecnia e serralharia. A freguesia tem mais de 500 habitantes.
Tem como património cultural a Igreja Paroquial de S. Gregório, datada do ano de 1562, um cruzeiro que data do ano de 1734 e fontes do povo. Como locais de interesse turístico tem o campo de tiro, o Cabeço da Guarita e o Parque de Merendas do Vale de Enguia.
Igreja
Esta freguesia, com 17,29 Km2, dista 5 Km de Rio Maior, e é atravessada pela Estrada Nacional nº 1, e pela Ribeira de Abuxanas.
A freguesia de Asseiceira foi fundada em Maio de 1984, e tem quase 1000 habitantes. Tendo como actividades principais a agricultura, pecuária, comércio e a indústria de panificação, é uma zona de passagem rodoviária a caminho de Lisboa. A sua festa principal é a do «Pé Descalço», em honra de São Domingos, orago da freguesia, realizando-se anualmente no primeiro fim de semana de Agosto.
A festa da Ribeira de Stº André, no princípio de Junho, e sobretudo o «Carnaval da Asseiceira», são igualmente pontos de referência, atraíndo anualmente milhares de visitantes. A Asseiceira é uma terra essencialmente agrícola, e as localidades mais importantes desta freguesia são a Ribeira de Stº André, Casais Quintinos, Casais Varões e Casais Canoeiras. De visitar são a Capela de São Domingos e o cruzeiro da Capela de Stº André.
Capela de São Domingos - Asseiceira
Esta freguesia é a mais recente do concelho, tendo sido criada em Junho de 1989, mas a povoação cresceu desde 1809, ao tempo das invasões francesas. Localiza-se a Sul do concelho, num planalto e tem por orago Nª Srª da Vitória.
Com uma área de 6 Km2 e cerca de 550 habitantes, tem uma economia bastante diversificada que engloba as seguintes actividades: Fábricas de Móveis, Suiniculturas, Construção Civil, Supermercados, Cafés/Restaurantes, Bomba de Combustível, Oficinas de Mecânica de Automóveis, Alarmes, entre outras. Existem também nesta freguesia duas Associações (Centro Recreativo e Cultural de Assentiz e o Clube de Caçadores).
Os pontos atractivos a visitar são: A Capela de Nª. Sr.ª da Victória, o Jardim Dr. Calado da Maia e a Fonte Mourisca actualmente transformada em espaço de lazer.
A velha Casa Senhorial do Morgado de Assentiz é um imóvel de interesse histórico, pois foi à sua volta que a aldeia se desenvolveu.
Jardim
Relógio de Sol
Quinta Visconde de Assentiz
Já existia antes da Fundação de Portugal (1143).
A igreja de Santa Luzia foi construída por volta de 1278 quando reinava D. Sancho II.
Na Batalha do Salado ficou célebre o fidalgo Álvaro Gil de Carvalho, daqui natural, que foi nomeado por D. Afonso IV, mestre da Ordem de São Tiago.
Era seu tio D. Nuno Álvares Pereira.
Gonçalo Pires de Carvalho foi capitão das Naus Portuguesas no Oriente, tendo um papel decisivo nas batalhas de Diu e Malaca, Cochim.
Por causa disso, em 1633 quando casou a sua filha na Azambujeira, o Rei Filipe III, a 27 de Maio elevou esta terra à categoria de Vila.
A última data importante foi a do agradecimento de D. João VI pelas festas que aqui decorreram pelo S. João em sua honra. (Palácio de Queluz a 12 de Julho de 1834).
Da sua história, dos seus momentos e das suas belezas, só é possível usufruir plenamente vindo até cá.
Monumentos mais importantes:
- Igreja Matriz,
- Ponte Românica de Calhariz,
- O Açude da Calhariz,
- Pelourinho – Monumento Nacional,
- Edifício onde funcionou a prisão,
- Antiga Câmara Municipal e agora Museu,
- Lagar em Alfouvés que pertenceu ao Conde Soure.
Esta freguesia deve ter sido criada antes de 1699, pela data da sua igreja. Tem por orago Santo António, e está situada a 9 Km de Rio Maior e a 6 Km de Alcanede, à beira das ribeiras de Coxos e Alcobertas. Os lugares mais importantes da freguesia são Carvalhais, Casais da Cheira, Póvoas, Vale do Brejo e Ribeira de Fráguas.
O seu nome deve derivar de «Frávegas», o que pode indiciar actividades ligadas à fundição de ferro. Fráguas pertenceu ao concelho de Alcanede até à extinção deste em 1855, altura em que passou a integrar o concelho de Rio Maior. Também aqui predomina a agricultura, para além da produção de azeite, trigo e vinho. Importantes são as actividades de comercialização de madeiras, cerâmica e cortiça, tal como as pecuárias e aviários. A freguesia tem mais de mil habitantes.
A freguesia de Malaqueijo fica geograficamente enquadrada pelas seguintes freguesias: a norte pela Arruda dos Pisões, a sul pela Azambujeira, a poente por S. João da Ribeira e a nascente pelas Abitureiras.
É constituída pelos lugares: Casais da Arroteia, Casais da Própria, Malaqueijo e Malaqueijinho (mapa).
Ocupa uma área de, aproximadamente 6 Km².
Encontra-se, sensivelmente, à mesma distância, 17 Kms, da sede do concelho (Rio Maior) e da capital do distrito (Santarém).
Tem vindo a beneficiar de uma melhor qualidade na rede de estradas e caminhos possibilitando, deste modo, sair do relativo isolamento em que tem vivido nestes últimos tempos.
A sua população, à semelhança do que vem acontecendo por todo o interior do país, tem vindo a decrescer situando-se, actualmente em cerca de 700 habitantes.
Monumentos
Possui um de arte religiosa, a capela de S. Brás, onde se encontra talhada em pedra a figura de S. Brás, padroeiro da freguesia.
Pensamos ser importante salientar, nesta área a existência de fornos de cal, únicos no género, que podemos considerar autênticos monumentos da actividade industrial.
Artesanato
Cestaria em vime.
Gastronomia/Doçaria
Apesar de não muito vasta podemos citar o célebre mangusto, o cabrito frito, os bolos de noiva, as filhoses, o queijo e os coscorões.
Cultura/Desporto
Malaqueijo possui três associações: a Malaqueijovem - Grupo de Jovens de Malaqueijo, a União Desportiva de Malaqueijo e a Malaqueijo Solidário. Importa salientar, sob o ponto de vista cultural, a existência de uma dança, única no país, que se chama «Contradança».
Actividades Agro - Pecuárias e outras
Malaqueijo já foi uma terra rica em cereais. A certa altura chamaram-Ihe o celeiro do concelho de Rio Maior.
Sem haver um abandono completo, a lavoura tem vindo a perder importância como actividade principal e a ser substituída pela criação de gado. Aqui começa a ganhar relevo a exploração pecuária (suinicultura e avicultura).
Outras actividades importantes foram o cultivo da oliveira e da vinha. Chegou a ter em funcionamento 5 lagares de azeite. Hoje estas duas produções estão em decréscimo.
Além da pastorícia, hoje em dia, praticamente extinta houve, em tempos não muito recuados, uma outra actividade que atingiu algum relevo: a produção de cal.
Dela restam dois fornos, únicos no género como já foi salientado e vestígios de outros.
Ainda dentro deste capitulo, das actividades antigas e actuais, é de interesse salientar que Malaqueijo possui a maior destilaria do concelho.
A Freguesia de Outeiro da Cortiçada é bastante antiga. Teve como primeiro nome Nossa Senhora da Cortiçada, assim era em 1663.
Situada na zona leste do Concelho, confinando com o concelho de Santarém e com as Freguesias de Arruda dos Pisões, S. Sebastião e Fráguas, dista cerca de 12 km de Rio Maior e cerca de 25 km da cidade de Santarém. Tem uma área de aproximadamente 14 km2 e possui 829 habitantes, de acordo com os censos de 2001.
Do património cultural edificado destacam-se a Igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora da Ribeira, que apresenta uma inscrição datada de 1727, as Capelas de S. Pedro no lugar de Correias e a Capela de Nossa Senhora de Fátima em Vale Marinhas e a Fonte de Nossa Senhora da Ribeira.
As actividades económicas com maior relevância são a pecuária, a agricultura, a cultura de vinha e do tomate e algum comércio. Existe, também registo de actividades tradicionais relacionadas com a cestaria e o vime.
A ruralidade e a tranquilidade vivida na Freguesia, bem como a beleza das suas paisagens, são características que tornam uma visita a este local verdadeiramente indispensável.
Igreja
A freguesia foi criada a 16 de Maio de 1984 por desanexação da freguesia de São João da Ribeira à qual sempre pertenceu exceptuando um pequeno período no século XVIII em que esteve integrada na freguesia de Rio Maior. No início do século XVI, as terras que hoje constituem a freguesia pertenciam a Pedro Álvares Cabral. Após o seu falecimento em 1520, a proprietária passou a ser a viúva D. Isabel de Castro que faleceria em 1538.
O desenvolvimento da aldeia da Ribeira de São João foi em redor do rio Maior, beneficiando das potencialidades agrícolas dos terrenos de aluvião e ainda do uso do curso de água como força motriz para os seus moinhos e azenhas.
A antiga ermida de Nossa Senhora da Barreira seria elevada à categoria de Capela aquando da constituição da freguesia canónica em 1985, mantendo Nossa Senhora da Barreira como orago da freguesia. A pequena Capela já foi várias vezes restaurada depois da sua construção no séc. XV.
A população da zona sempre foi muito devota a Nossa Senhora da Barreira, e tem tradições a festa em sua honra realizada no domingo do Espírito Santo. Sabe-se que pelo menos em 1984, já atraia muitos devotos, sendo a capela ornamentada, com folhas de nespereira e variadas flores nas paredes e alecrim no chão.
A população da zona sempre foi muito devota a Nossa Senhora da Barreira, e tem tradições a festa em sua honra realizada no domingo do Espírito Santo. Sabe-se que pelo menos em 1984, já atraia muitos devotos, sendo a capela ornamentada, com folhas de nespereira e variadas flores nas paredes e alecrim no chão.
Mas a essência patrimonial da freguesia está nas suas antigas azenhas. Algumas perderam-se com os anos, mas outras foram recuperadas para turismo, como é o caso das da Ferraria e do Capitão. Uma característica das gentes da região é boa hospitalidade com que recebem gente de fora.
A paróquia foi instituída em 1985.
Lenda de Nossa Senhora da Barreira
Lenda de Nossa Senhora da Barreira
Reza a lenda que um homem, que andava com um arado a lavrar a terra nas fazendas de Barreira, encontrou uma imagem de Nossa Senhora. A imagem foi levada para a igreja de São João da Ribeira, mas desapareceu e foi encontrada nas fazendas de Barreira e isto repetiu-se várias vezes até ser construída a capela que a guardaria definitivamente e que é hoje a igreja paroquial. A capela terá sido construída no século XIV.
Capela

A freguesia de Rio Maior alcançou o estatuto de Vila (criado depois de 1640) passando a fazer parte do concelho de Azambujeira, em 1760 foi instituída a feira franca que mais tarde deu origem à Feira Nacional da Cebola. A 6 de Novembro 1836 foi elevada a vila e sede de Concelho, em 1919 possuía já um hospital, um hospício e um mercado espontâneo. Actualmente é constituída pela cidade de Rio Maior, por 11 bairros e 39 lugares. O seu povoamento é bastante antigo remontando mesmo à pré-história motivado pelos seus abrigos naturais, florestação e clima ameno. Com uma população residente de cerca de 12.000 habitantes e 10.074 eleitores recenseados (dados de 03/02/2010), tem como actividades principais a agropecuária, a avicultura, a suinicultura, a vinicultura, a construção civil, a metalomecânica, a exploração de calcário e areias, o comércio e os serviços. A exploração do sal embora com menos importância continua a ser a principal actividade económica de um pequeno núcleo residente nas imediações das marinhas do sal.
Vista aérea
Frente do Tribunal
Nossa Senhora da Conceição (Orago da Freguesia)
Capela de Nossa Senhora da Vitória
Rua Serpa Pinto (Rua das Montras)
Moinho da Junta de Freguesia
Presume-se que as origens de São João da Ribeira, que outrora se chamava "São João Baptista da Ribeira", remontem à época da Reconquista Cristã.
O antigo dono da Quinta do Seabra era o Dr. José Seabra da Silva, Ministro e Ajudante do Marquês de Pombal, natural de Vilela, onde nasceu em 31 de Outubro de 1732. Por intrigas contra ele movidas foi desterrado em 1771 e mais tarde preso nas masmorras do castelo de São João da Foz, no Porto. Proclamada D. Maria I, transferiram-no para o Rio de Janeiro e depois para um presídio de Angola. Em 1788, no tempo de D. João VI volta a ser Ministro, mas em breve, por novas intrigas, volta outra vez a ser violentamente destituído de todos os seus cargos públicos.
Os serviços religiosos desta freguesia estavam dependentes do Convento dos Lóios, de Santarém, até 1834; depois passou a reitoria. No plano administrativo, S. João da Ribeira foi lugar importante que chegou a ser sede do concelho de Rio Maior, segundo Decreto de 3 de Janeiro de 1847, tendo pertencido anteriormente ao concelho de Santarém e era um centro importante da província Serracena de Belatha.
Tem como Orago: S. João Baptista e tem uma população aproximada de 1200 habitantes. Integra-se numa zona agrícola, em tempos aproveitava o rio Maior como força motriz para azenhas e moinhos, nesses tempos era rica em cereais, vinho e azeite. Os tempos mudaram e hoje está implantada na localidade uma das mais importantes fábricas de tomate do país.
Locais de interesse turístico:
- Monte de S. Gens;
- Torre Mourisca: Como Santarém esteve em poder dos Mouros no século XII, admite-se que a edificação, hoje muito adulterada pelo tempo, tivesse surgido nessa época, sendo um ponto de passagem entre a linha do Tejo e a Região de Óbidos.
Igreja Matriz
- Cruzeiro
Relógio de sol
- Museu Rural etnográfico: A história do museu começa em 1993, quando o Grupo de Danças e Cantares de S. João da Ribeira assume o encargo de recolher utensílios de labor rural e doméstico, assim como roupas de trabalho e uso domingueiro, com a finalidade de preservar e expor à observação e estudo os objectos do nosso património rural.
Em 1994, o material recolhido é exposto no salão do Centro Cívico, o que motiva a população a doar peças que vão aumentar significativamente o espólio existente até essa data.
O edifício que hoje podemos visitar era um antigo lagar de vinho, degradado, que foi objecto de cuidado restauro subsidiado a nível oficial e particular.
O museu divide-se em três áreas distintas:
A sala principal, que apresenta diversos núcleos com afinidades funcionais (Vinho, Lavoura, Água, Cereais, Matança do Porco, Azeite, Árvore, Sela e Tiro, Sapateiro, Cerâmica, Barbeiro, Ferrador).
A cozinha, onde se pode assistir ao fabrico do pão pelos métodos tradicionais e saboreá-lo no final da visita (mediante marcação).
O quarto, em que tudo foi pensado ao pormenor, desde o colchão da cama, feito com camisas de milho, ao conteúdo das gavetas da cómoda.
Os objectos expostos poderão, assim, ser revistos pelos seus pretéritos utilizadores, e admirados por aqueles que pertencem a gerações mais novas, nascidas e criadas à sombra das tecnologias que lançaram para o esquecimento grande parte destes instrumentos.
Horário:
O museu abre mediante marcação
A Freguesia de São Sebastião foi criada em 16 de Maio de 1984. A denominação actual da Freguesia é recente, substituindo a antiga denominação de “Cabos”. Tem como lugares principais, Cabeço do Marco, Casal Dourado, Estanganhola, Lavradio, Repolho e Vale da Fonte. As actividades económicas principais são, a Agricultura, exploração florestal e pecuária.O ponto turístico mais importante da sede da Freguesia é a Capela de São Sebastião.
A hospitalidade das gentes de São Sebastião pode ser apreciada durante as principais festas da Freguesia, com destaque para a festa em honra do seu padroeiro, São Sebastião a 20 de Janeiro, e em todas as actividades realizadas com a Escola de Música e a Banda Filarmónica, que assumem a vertente cultural da Freguesia.
É uma freguesia essencialmente rural, com uma bela paisagem transmitindo a tranquilidade.
Igreja
A freguesia da Marmeleira foi criada no ano de 1878, tendo pertencido até essa data à freguesia de São João da Ribeira. A sua área era então superior à actual, pois até 30 de Junho de 1989 nela esteve incluída a actual freguesia de Assentis. O grande desenvolvimento da freguesia ocorreu nos finais do séc. XIX.
Devido a um grande crescimento industrial, comercial e agricola, aliado a uma invejável condição socio-económica, a junta Civil da freguesia da Marmeleira decidiu, no início do século passado, enviar uma petição ao Ministério do interior no sentido de ser elevada a vila. A 19 de Abril de 1927, Óscar Carmona assinava o decreto onde se podia ler: “É elevada à categoria de vila a freguesia de Marmeleira, do concelho de Rio Maior, a qual passa a denominar-se Vila da Marmeleira.”
A etimologia do topónimo Marmeleira, está ligada à existência de um marmeleiro no local onde a freguesia nasceu, o qual teria sido plantado no séc. XVI por António Faria, que trouxe da Índia o arbusto.
É possível que as terras de Marmeleira tenham pertencido ao couto do Mosteiro de Alcobaça, havendo também a hipótese de ter sido ao couto do Mosteiro de Almoster. O primeiro donatário terá sido S. Francisco de Abreu, por doação de D. João IV. Sabe-se que parte das terras da freguesia, tornaram-se foreiras dos condes de Sabugosa.
A igreja paroquial, dedicada a São Francisco de Assis, foi mandada construir no séc. XVII pelo Abade de Alcobaça, para os povos da localidade e arredores que, devido às cheias do Rio Maior, interrompiam as comunicações com São João da Ribeira, ficando assim privados de assistência religiosa. Na frente do templo tem a inscrição de 1755, referente a restauração e alargamento do templo. Já no decorrer do séc. XX sofreu várias remodelações e obras de ampliação e ganhou a configuração actual, que mostra um edifício de linhas bastantes sóbrias.
A vila da Marmeleira, situada num planalto com cerca de 100 m de altitude, oferece, a partir do miradouro, uma bela vista de toda a freguesia. As ruínas da praça de touros, a única que existiu no concelho, são outra das atracções da freguesia.
Aos seus visitantes, que pretende receber com simpatia, apresenta a sua Igreja Matriz, o Mirante, o Conjunto Urbano do Século XIX, e também o complexo desportivo, onde funciona um recinto polidesportivo, uma piscina, um campo de futebol e um parque infantil.
De destacar também, no plano cultural, a Biblioteca Popular, com o Espaço Internet, assim como a Banda Filarmónica da Vila da Marmeleira, com cerca de 70 anos de actividade.
Igreja
Coreto

Miradouro
























































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