Rodeadas de vinhas e terras de cultivo são consideradas como uma maravilha da natureza, uma vez que o mar fica a 30 km. O sal é vestígio da presença do mar em épocas remotas. A água, cerca de sete vezes mais salgada que a água do mar, provém de um poço, após passar por uma jazida de sal-gema.
Como Chegar:
Latitude +39° 21' 52.57", Longitude -8° 56' 40.62"
Dolmen de Alcobertas e Igreja de Santa Maria Madalena
O Dólmen de Alcobertas é um monumento megalítico de carácter funerário, composto de câmara e corredor. É uma construção típica do Neolítico Final encontrando-se entre os dez maiores da Península Ibérica.
Em Portugal, este tipo de obra é única, pois do dolmen nasceu a actual igreja matriz, continuando este a ser usado como capela lateral.
A Igreja paroquial de Alcobertas é um raro exemplo de cristianização de um ancestral monumento megalítico, que sobreviveu até aos nossos dias. A igreja propriamente dita deve datar dos anos finais do século XV. No seu interior sobressaem, pela sua antiguidade a Pia Baptismal e a Pia de Água Benta, ambas do séc. XVI e os azulejos do séc. XVII.
Como Chegar:
Latitude +39° 25' 6.30", Longitude -8° 54' 14.10"
Olho d´Água de Alcobertas
O Parque Natural das Serras d´Aire e Candeeiros constitui um dos maiores reservatórios de água doce subterrânea do nosso país.
A nascente da Ribeira de Alcobertas é um pequeno oásis na aparente secura desta região, representando um dos poucos locais na área do Parque, onde a água, em relativa abundância, surge à superfície e permanece ao longo do ano.
Esta nascente foi ponto de abastecimento para animais e pessoas que percorriam vários quilómetros desde aldeias vizinhas como Chãos e Casais Monizes em busca da água que sempre escasseou na região. O pequeno parque de merendas, convida à paragem e ao descanso.
Silos de Alcobertas
Pouco se sabe sobre a origem dos silos neste local, bem como a forma da sua gestão, contudo, existem referências históricas indicando a sua utilização ainda no século XV.
Como Chegar:
Latitude +39° 25' 34.47" ; Longitude -8° 54' 20.28"
Os Silos de Alcobertas foram descobertos no decurso da exploração local de extracção de saibro. Constituem o maior conjunto de silos, a céu aberto, conhecidos na Península Ibérica.
Os silos têm sido descobertos vazios ou entulhados com pedras e areia. Estes são silos medievais, escavados na rocha formando buracos que, na forma interior, não diferem muito de uma enorme talha. Constituem circunferências irregulares com cerca de um metro de diâmetro, que chegam a atingir quase dois metros de profundidade. Alguns têm o fundo plano e outros semi-circulares. Crê-se que quando estavam cheios, eram cobertos por uma tampa de calcário tapada com barro, que isolava completamente a colheita da entrada de água, animais ou humidade
Como Chegar:
Latitude +39° 24' 57.02", Longitude -8° 54' 23.35"
Forno Medieval de AlcobertasO Forno Medieval de Alcobertas foi descoberto nos anos 50 do século XX, quando se procedia à preparação do terreno para a instalação de uma fábrica de cerâmica.
Trata-se de um forno comunitário que à séculos atrás era utilizado para cozedura de cerâmica. Este forno de forma quadrangular, com cerca de metro e meio de lado é composto de fossa de alimentação, conduta, fornalha e câmara de cozedura. Esta relíquia foi recuperada e encontra-se no interior de uma estrutura coberta que funciona como espaço interpretativo, no denominado Núcleo Arqueológico de Alcobertas.
Como Chegar:
Latitude +39° 24' 57.44", Longitude -8° 54' 27.15"
Gruta de Alcobertas
A Gruta de Alcobertas encontra-se localizada numa das encostas da Serra dos Candeeiros tendo sido ocupada pelo homem há cerca de 15000 anos. Esta é composta por quatro salas, em plano horizontal, numa extensão de cerca de 210 metros e atinge em alguns locais 9 metros de altura.
Em 1878 eram já conhecidas sendo até consideradas as mais belas grutas da Europa, no entanto, com o decorrer do tempo estas grutas foram sendo danificadas, chegando a estar encerradas ao público. É de referir o seu interesse arqueológico, tendo sido encontradas ossadas humanas do paleolítico superior (Homo Sapiens Sapiens).
Actualmente, as visitas à gruta são apenas possíveis em grupo e através de marcação junto do Gabinete de Turismo ou da Cooperativa Terra Chã.
Como Chegar:
Latitude +39° 25' 49.11", Longitude -8° 54' 56.61"
Aldeia de Chãos e Centro Cultural
Chãos é uma pequena povoação pertencendo à freguesia de Alcobertas e situada na vertente sul da Serra dos Candeeiros, num pequeno planalto a poucos metros do cimo da Serra. O seu nome provém dos terrenos, bons para cultivo (terra chã). Apesar do avanço dos tempos é ainda possível ver a propriedade dividida por muros de pedra, algumas cisternas e eiras. Pela sua localização, a paisagem estende-se a perder de vista.
Na Aldeia de Chãos, nasceu em Março de 2001 a Cooperativa “Terra Chã” que pretende assumir um papel importante na divulgação e valorização do património ambiental, paisagístico e cultural. O Centro Cultural de Chãos afirma-se como uma unidade dinamizadora e integra ainda o Pólo de Recepção, o Centro de Artes e Ofícios, os centros de Alojamento e o Restaurante regional.
Villa Romana
A Villa Romana de Rio Maior é datável do século III / IV e foi descoberta em 1983 pelo Sector de Museus, Património Histórico, Arqueológico e Cultural da Câmara Municipal de Rio Maior. Entre 1992 e 1993, foi aberta uma vala de sondagem abrangendo todo o terreno, para avaliar a potencialidade e grau de integridade dos vestígios arqueológicos. Em 1995, iniciaram-se as escavações deste Sítio.
Até ao momento estamos apenas em presença de uma parte da Pars Urbana da Villa, ou seja, a área onde o proprietário vivia com a sua família, faltando pôr a descoberto outras zonas (áreas de serviço) e ainda localizar o templo, bem como os banhos ou termas.
O espólio recolhido no decurso das escavações é sobretudo composto de peças indicadoras do grande luxo e riqueza desta Villa. Foram descobertos fragmentos de, pelo menos, cinco estátuas, uma delas de escala natural, e ainda uma peça quase intacta – a Ninfa Fontenária de Rio Maior.
As visitas à Villa Romana são apenas possíveis para grupos e através de marcação junto do Gabinete de Turismo da Câmara Municipal de Rio Maior ou da Casa Senhorial d'El Rei Dom Miguel.
Posto de Turismo: turismo@cm-riomaior.pt * 243 991 121
Casa Senhorial: villa.romana.rm@gmail.com * 243 907 424
Como Chegar:
Latitude +39° 19' 58.58", Longitude -8° 56' 21.56"
Igreja da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia é uma construção sólida, modesta e simples, sendo o testemunho mais significativo do Barroco neste Concelho. As origens do templo remontam ao século XVI, mas campanhas de obras sucessivas conferiram-lhe o aspecto actual. No entanto, a sua arquitectura simples e a talha dourada foram preservadas.
A igreja perdeu a função de matriz com a construção de uma nova igreja, mas continua a exercer funções. A Misericórdia é, actualmente, a entidade responsável pela sua conservação e, em colaboração com a Paróquia procura manter vivo este espaço, através da realização de celebrações religiosas e casamentos.
Casa Senhorial D´El Rei D. Miguel
Casa Senhorial D´El Rei D. Miguel
A zona de implantação da Casa situa-se bem perto de um cruzamento de duas importantes vias romanas, uma proveniente de Santarém, e outra, de Lisboa.
A partir deste sítio a povoação cresceu, de modo lento, sendo, no século XVI, a área preferida pelos abastados para construção das suas casas, atraindo também, estabelecimento de comerciantes e ofícios.
O imóvel sempre foi conhecido por Casa de D. Miguel por se saber que o rei aqui estacionou no período conturbado da Revolução Liberal
Eeste edifício dispõe de um espaço para exposições temporárias (pintura, escultura, fotografia, etc.) e um espaço onde está exposto o espólio da Villa Romana de Rio Maior, e outras peças recolhidas noutros pontos do concelho e que ilustram um pouca da sua história.
Como Chegar:
Latitude +39° 20' 5.83" Longitude -8° 56' 17.13"
Capela de Nossa Sra. Da Vitória
Encontra-se agora num local elevado, onde terá existido, de acordo com alguns relatos históricos, um Paço Senhorial Medieval. A área que poderá ver escavada é seguramente diminuta em relação à que seria ocupada por aquela construção, mas pelos panos de parede postos a descoberto, verifica-se que a estrutura sofreu uma série de ampliações. O Paço estaria construído de acordo com a topografia do terreno.
Jardim Municipal
O Jardim Municipal de Rio Maior encontra-se numa zona envolvente constituída pelo Tribunal e pela Igreja Matriz, conhecida também como Igreja Nova. Um espaço verde que ocupa cerca de 17 mil m2.
No início do Jardim e virado para a rotunda, encontra-se um Obelisco comemorativo do primeiro centenário do concelho.
Mais à frente, existe uma esplanada, as instalações sanitárias e um Parque Infantil.
O Palácio da Justiça, foi inaugurado em 1961 sob projecto do arquitecto Formosinho Sanches, obra de arrojada arquitectura, para a época. Aqui localizam-se o Tribunal, o Cartório Notarial e as Conservatórias dos Registos Civil e Predial. Merece ainda destaque, junto à entrada, o conjunto escultório, em bronze, uma obra modernista, figurativa, que simboliza a Justiça.
Ao fundo do jardim, e depois de passar o Palácio da Justiça, poderá, ainda, visitar a Igreja Matriz. Inaugurada em 1968, é uma construção ampla e sólida de linhas simples mas elegantes.
Museu Rural e Etnográfico de São João da Ribeira
A história do museu começa em 1993, quando o grupo de Danças e Cantares de São João da Ribeira iniciou uma recolha de utensílios ligados ao trabalho rural e doméstico, assim como roupas e outros objectos. O Museu que hoje podemos visitar era um antigo lagar de vinho degradado que foi objecto de cuidado restauro.
O Museu divide-se em três zonas distintas. A sala principal que apresenta diversos núcleos: Vinho; Lavoura; Matança do porco; Sapateiro; entre outros. A Cozinha, onde se pode assistir ao fabrico do pão pelos métodos tradicionais e saboreá-lo no final da visita. O quarto, onde nenhum pormenor foi esquecido, desde o colchão feito com camisas de milho ao conteúdo das gavetas da cómoda.
Os objectos expostos poderão, assim, ser revistos pelos seus pretéritos utilizadores, e admirados por aqueles que pertencem a gerações mais novas, nascidas e criadas à sombra das tecnologias que lançaram para o esquecimento grande parte destes instrumentos.
O museu abre para grupos e mediante marcação, através do gabinete de Turismo ou do próprio Museu.
Como Chegar:
Latitude +39° 16' 49.02", Longitude -8° 50' 42.13"
* Para a Gruta de Alcobertas e Museu Rural e Etnográfico de S. João da Ribeira as visitas são apenas possíveis em grupo e através de marcação com o Gabinete de Turismo.










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